LÚCIA PAIACU
TABAJARA, anteriormente LÚCIA MARIA TAVARES, é filha do agricultor e ex-combatente SEBASTIÃO
CLEMENTINO TAVARES e da lavadeira de roupas MARIA DAS NEVES DA CONCEIÇÃO. Sua mãe e avó materna eram indígenas
do povo Paiacu e viviam na região do Sítio Córrego, zona rural e
hoje um distrito de Apodi. Seu pai, indígena tabajara é oriundo do
bairro Casa Amarela de Recife, Estado de Pernambuco.
Ainda jovem, a liderança se casou com ERIONE MARINHO DE PAIVA, natural de
Apodi-RN, nascido no dia 02 de setembro
de 1957 e falecido em 27 de novembro de 2012, filho de ALTINO DIAS DE PAIVA e ANITA
MARINHO DE PAIVA e tiveram um filho, ABDALA
TAVARIS, que é pai dos três netos de Lúcia: Ágata, Guilherme e Gabriela. Esta
última foi a primeira indígena aprovada por cotas na UFERN-Universidade
Federal do Rio Grande do Norte e atualmente curso Direito na
universidade. Em 2019, Lucia já participativa da comissão especial da UERN
que tratava a respeito das cotas étnico-raciais na universidade, contribuindo
na luta para a presença dos estudantes indígenas na universidade.
Em meados da década de 1980, Lucia se
separou do marido e foi trabalhar em SÃO
PAULO como costureira por cerca de 20 anos. Durante sua vida na
capital paulista, ela passou a estudar a história dos indígenas potiguares,
entre eles os tapuias paiacus e os potiguares. Assim, a ativista foi
reunindo as informações e conhecimentos necessários para lutar pela preservação
cultural dos povos indígenas de que é descendente.
Em 7 de fevereiro de 2013, LUCIA PAIACU deu inicio o projeto de criação do primeiro museu
indígena do RIO GRANDE DO NORTE, o Museu do Índio Luíza Cantofa, e o
Centro Histórico Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi. O primeiro foi
nomeado em homenagem à indígena tapuia paiacu LUÍZA CANTOFA, assassinada em 03
de novembro de 1825 no município de PORTALEGRE ao confrontar a
sociedade da época.
Em 26 julho de 2023, o Museu IndígenaLuíza Cantofa foi oficialmente inaugurado durante a VII Assembleia Indígena do
Rio Grande do Norte (AIRN) e a IV Assembleia de Mulheres Indígenas do Rio
Grande do Norte (AMIRN), sediadas pela primeira vez pelo município de APODI.
O museu abriga artefatos e documenta
histórias e a identidade dos povos indígenas de Apodi e de outras regiões
do RIO GRANDE DO NORTE Dentre
os artefatos arqueológicos abrigados no museu estão lâminas de machado,
percutores, batedores, pontas de projétil, cerâmicas e tapeçarias, todos
relacionados à memória indígena da região.
LÚCIA PAIACU recebeu um parecer favorável em 2019 do MINISTÉRIO
PÚBICO DO ESTADO RIO GRANDE DO NORTE para alterar seu nome para LÚCIA
PAIACU Tabajara, recebendo assim o nome do seu povo como sobrenome. A alteração
do registro da indígena foi autorizado pela justiça.
FONTE - WIKIPÉDIA



