segunda-feira, 25 de maio de 2026

LÚCIA PAIACU TABAJARA

 


LÚCIA PAIACU TABAJARA, anteriormente  LÚCIA MARIA TAVARES, é filha do agricultor e ex-combatente  SEBASTIÃO CLEMENTINO TAVARES e da lavadeira de roupas MARIA DAS NEVES DA CONCEIÇÃO. Sua mãe e avó materna eram indígenas do povo  Paiacu e viviam na região do Sítio Córrego, zona rural e hoje um distrito de  Apodi. Seu pai, indígena tabajara   é oriundo do bairro  Casa Amarela de Recife, Estado de Pernambuco.

Ainda jovem, a liderança se casou com ERIONE MARINHO DE PAIVA, natural de Apodi-RN, nascido no dia  02 de setembro de 1957 e falecido em 27 de novembro de 2012, filho de ALTINO DIAS DE PAIVA e ANITA MARINHO DE PAIVA e tiveram um filho, ABDALA TAVARIS, que é pai dos três netos de Lúcia: Ágata, Guilherme e Gabriela. Esta última foi a primeira indígena aprovada por cotas na  UFERN-Universidade Federal do Rio Grande do Norte e atualmente curso  Direito na universidade. Em 2019, Lucia já participativa da comissão especial da UERN que tratava a respeito das cotas étnico-raciais na universidade, contribuindo na luta para a presença dos estudantes indígenas na universidade.

Em meados da década de 1980, Lucia se separou do marido e foi trabalhar em  SÃO PAULO como costureira por cerca de 20 anos. Durante sua vida na capital paulista, ela passou a estudar a história dos indígenas potiguares, entre eles os tapuias paiacus e os  potiguares. Assim, a ativista foi reunindo as informações e conhecimentos necessários para lutar pela preservação cultural dos povos indígenas de que é descendente.



Em 7 de fevereiro de 2013, LUCIA PAIACU deu  inicio o projeto de criação do primeiro museu indígena do  RIO GRANDE DO NORTE, o Museu do Índio Luíza Cantofa, e o Centro Histórico Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi. O primeiro foi nomeado em homenagem à indígena tapuia paiacu LUÍZA CANTOFA, assassinada em 03 de novembro de 1825 no município de PORTALEGRE  ao confrontar a sociedade da época.



Em 26  julho de 2023, o Museu IndígenaLuíza Cantofa foi oficialmente inaugurado durante a VII Assembleia Indígena do Rio Grande do Norte (AIRN) e a IV Assembleia de Mulheres Indígenas do Rio Grande do Norte (AMIRN), sediadas pela primeira vez pelo município de  APODI.



O museu abriga artefatos e documenta histórias e a identidade dos povos indígenas de Apodi e de outras regiões do  RIO GRANDE DO NORTE Dentre os artefatos arqueológicos abrigados no museu estão lâminas de machado, percutores, batedores, pontas de projétil, cerâmicas e tapeçarias, todos relacionados à memória indígena da região.

LÚCIA PAIACU  recebeu um parecer favorável em 2019 do MINISTÉRIO PÚBICO DO ESTADO RIO GRANDE DO NORTE  para alterar seu nome para LÚCIA PAIACU Tabajara, recebendo assim o nome do seu povo como sobrenome. A alteração do registro da indígena foi autorizado pela justiça.

FONTE - WIKIPÉDIA